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O programa começou por necessidade aparente - os felinos estavam caçando pássaros nativos. Vinte e quatro anos depois, uma equipe de cientistas da Divisão Antártica Australiana e da Universidade da Tasmânia relata que a eliminação dos felinos inesperadamente destruiu o ecossistema da ilha.
Sem os felinos, os coelhos da ilha (também não-nativos) começaram a se reproduzir descontroladamente, depredando plantas nativas e causando efeitos em cadeia no ecossistema.
"Nossas descobertas mostram que é importante que cientistas estudem o ecossistema como um todo antes de realizar programas de erradicação," disse Arko Lucieer, especialista de sensoriamento remoto da Universidade da Tasmânia e co-autor do estudo.
"Não houve muitos programas que levaram o sistema inteiro em consideração. Você precisa visualizar o cenário todo: 'se matarmos esse animal, que outras conseqüências existirão?'"
Para avaliar as conseqüências do extermínio de felinos, a equipe de ecologistas comparou imagens de satélite da ilha em 2000, ano em que os últimos felinos foram mortos, ao cenário de 2007.
"Você pode ver claramente a diferença entre as plantas saudáveis e mortas em nossas imagens," Lucieer disse. "A vegetação viva aparece em vermelho intenso." Os cientistas também estudaram profundamente trechos do terreno da ilha para descobrir as espécies de plantas que os compunham.
As imagens de satélite posteriores revelaram uma paisagem completamente diferente. A população excessiva de coelhos havia destruído as relvas exuberantes nas encostas do litoral, deixando-as descobertas. Relvas e ervas exóticas começaram a se espalhar pelos declives descobertos, formando uma rede densa de gramas e caules que em alguns lugares impediu que as aves marinhas nativas pudessem ter acesso a locais adequados para construir seus ninhos.
"Houve centenas de esforços de erradicação de espécies invasoras e a grande maioria resultou em ganhos de conservação claros," disse Erika Zavaleta, uma ecologista da Universidade da Califórnia, Santa Cruz. "Mas a ilha Macquarie é um exemplo novo e claro de efeitos colaterais inesperados que podem acontecer."
"Esse estudo claramente demonstra que quando conduzimos um esforço de eliminação, não sabemos exatamente qual será o resultado," disse Barry Rice, um especialista de espécies invasoras da Nature Conservancy. "Não se pode entrar e realizar uma única operação cirúrgica. Cada tipo de controle que é feito vai causar algum dano."
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3590721-EI238,00.html
Postado por Janaina R. Baade e Jessica J. Gradiz
Oi meninas
ResponderExcluirMuito bom o blog de vocês.
Gostei da postagem também.
Não esqueçam de fazê-la menor, pois um post
muito grande, as vezes desmotiva o visitante a lê-lo.
Não esqueçam também de colocar o nome de todos
os integrantes da equipe na página e o link dos
blogs dos colegas.
Abraço
Prof Luchetta